------| Boteco do Tulípio |------
 






















• Mesa 1
:: Eduardo Goldenberg
:: Luiz Antonio Simas

• Mesa 2
:: Ademir Assunção
:: Zema Ribeiro
:: Chacal

• Mesa 3

:: André Sant'Anna
:: Dema Jorge
:: Paulo Pellota
:: Paloma Kliss

• Mesa 4
:: Gerald Iensen
:: Luana Vignon
:: Pierre Masato

• Mesa 5
:: Andréa Del Fuego
:: Douglas Diegues
:: Luis Manoel Siqueira

• Mesa 6
:: Fernanda Prats
:: Thereza Dantas
:: Yara Camillo
 


• Mesa 2
:: Ademir Assunção



A POESIA É UMA MINA
CHEIA DE MANHAS


quando a noite vem eu ando por aí
meio desleixado um olho aberto o outro atento
no bolso sempre tenho papel e caneta
porque a qualquer momento pode pintar
uma frase porreta, um tumulto, uma treta
e no fundo eu nunca sei quando virá
aquele verso que vai virar tudo de pernas pro ar
e me fazer chegar aonde eu nunca cheguei
aonde esfarrapado e torto eu já nem sei



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Ademir Assunção mantém rígida disciplina samurai há pelos menos duas décadas: bebe às terças, quintas e sextas e escreve todas as manhãs, exceto naquelas de ressaca.

É, também, editor da Revista Coyote e autor de: LSD Nô, Adorável Criatura Frankenstein, Zona Branca, Cinemitologias, A Máquina Peluda, e do CD Rebelião na Zona Fantasma.

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