
À, cada vez mais difícil, procura de um lugar onde se possa ouvir um samba, uma MPB, um choro bacana, estava eu certa noite passada. Porra. É só uma música ao vivo que a gente quer. Como era mais fácil antigamente.
Ao Vivo! Isso. Isso mesmo. Não é o nome de um bar? É, porra. Vamos pra lá, argumentou enfática a patroa. E fomos. Chegamos. O lugar é uma mistura de bar e casa de show. Hoje: Karina Ninni. Nunca ouvir falar mais gorda. Vamos ver, pelo menos é ao vivo. E foi ótimo. Karina canta sorrindo. Usando sua afinação extraordinária interpretou clássicos da MPB e algumas canções de seu CD. CD esse que muito me interessou e que adquiri ao final do espetáculo. Vinte paus. Bem pagos!
Várias cantoras quando lançam seu primeiro disco procuram gravar o maior número possível de compositores famosos. Tem umas, mais corajosas, que priorizam os menos conhecidos ou iniciantes. Agora, a Karina não só apostou nesse segundo modelo como, certeiramente, gravou só compositores de seu estado: o Pará. Puta coragem. E valeu a pena. O CD é lindo. Nem vou falar mais nada. Consiga o seu e ouça por si próprio.